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quarta-feira, 15 de julho de 2009

Reino de Deus X Reino do Brasil


Já não é a primeira nem a segunda vez, que recebo em minha caixa postal de emails, uma mensagem que, a meu ver, parece que se tornou bastante popular entre os evangélicos. Com uma ou outra variação, - e isso normalmente depende do tipo de denominção a que o remetente pertence - o email trata basicamente do seguinte tema: IRMÃOS, CUIDADO!!! ESTAMOS SENDO AMEAÇADOS!!! PRECISAMOS AGIR, ANTES QUE ACABEM CONOSCO!

Todo este pandemônio, numa mistura de pavor e falta de compreensão, vem decorrente de recentes ações políticas na capital federal, onde os congressistas ("ilustríssimos" deputados e senadores da república), legitimamente eleitos pelos cidadãos brasileiros, incluindo-se os evangélicos, vêm sugerindo projetos de leis, e alterações de leis, supostamente intencionadas CONTRA A IGREJA! Até mesmo a Constituição Federal seria afetada, e traria, segundo o clero evangélico, consequências desastrosas para o "Reino de Deus".

Deixando de lado, porém, uma avaliação embargada pelo sensacionalismo, pelo sentimentalismo, ou pelo melancolismo do mundo evangélico brasileiro, gostaria de fazer uma dissecação breve, rápida, profunda e incisiva (como um corte de bisturi, ao modelo faca de dois gumes), neste assunto tão mal interpretado pelos "brasileiros e evangélicos".

A primeira razão para o alarde, e claramente a mais amedrontadora, desesperadora e terrível, como próprios evangélicos demonstram, é a idéia dos legisladores e políticos brasileiros, de "morder" uma boa fatia dos recursos "da igreja". Isto, dizem deputados e senadores, "em prol" da nação brasileira. Esta ação, que dizem os agredidos "só pode ser o próprio satanaz contra nós!", é o calcanhar ferido do "clero evangélico". Todo esse dramático e melancólico processo começa, quando a classe política no Congresso Nacional, que não é boba nem nada, mas conhece muito bem alguns de seus "colegas religiosos" de plenário, resolve tratar a tal "igreja" como ela realmente deve ser tratada: como uma empresa. Por outro lado, é de se espantar, e de fazer inveja à "maravilhosíssima e imortal" Suzana Vieira (pelas suas palavras próprias...), a singeleza e ingenuidade que o clero evangélico quer demonstrar, quando magnificamente interpreta o perfil da "vítima roubada", assaltada e pega de surpresa, coitados de dar dó, pobres e desamparados. Como se os tais legisladores "anti-igreja" em Brasília fossem os únicos gatunos desta história.

Para início de conversa, não há nada mais "justo" e coerente, do que um país que tem por prática secular aplicar impostos altíssimos sobre seu povo, e que está acostumado aos cambalachos das empresas e instituições jurídicas, impor a mesma regra fiscal sobre as "igrejas". Só os tolos não percebem, que as tais "igrejas", não passam de GRANDES empresas. Pergunto eu: porque não se deveria então, agir com as "igrejas" do mesmo modo que o governo age com as grandes instituições jurídicas, as grandes empresas? Se o objetivo de ambas as formas de constituição jurídica é O LUCRO, não há incoerência alguma em o governo aplicar impostos sobre as "empresas religiosas". Quem sabe assim, a carga sobre o povo comum, deixará de ser, ao menos um pouco, tão pesada como é.

É preciso que se entenda, que a verdadeira Igreja de Jesus Cristo, não é uma instituição jurídica, organizada e com estatuto, que arrecada de seus membros, e aplica o que arrecada conforme o que "dá na cabeça" dos seus "dirigentes" (costumeiramente entitulados pastores, bispos, apóstolos, ou coisa que o valha). Nem o seu dinheiro é utilizado para pagamento de aluguéis, financiamento de obras de edificações, promoção de estrelas da música gospel, realização de eventos pirotécnicos e shows espetaculares, entre outras tantas "atividades das igreja-empresas". E estou colocando aqui o evangelicalismo apenas como referência, pois o mesmo pensamento vale para qualquer outra forma de instituição religiosa. No passado, quando os sérios e honestos discípulos de Cristo, o Senhor, coletavam valores entre os cristãos, estes serviam para SUPRIR AS NECESSIDADES do Corpo de Cristo. Em outras palavras: tudo o que era arrecadado entre os irmãos, era EXCLUSIVAMENTE destinado ao sustento do Corpo, ou seja, ao sustento dos próprios irmãos. Se isto que estou dizendo é A MAIOR NOVIDADE dentro do seu "conhecimento bíblico", então é bom inteirar-se logo da verdade a respeito desta importante faceta da vida cristã genuína. Veja só o que nos relata Lucas, em Atos dos Apóstolos, a respeito deste assunto tão desconhecido:

“Os apóstolos faziam muitos milagres e maravilhas, e por isso todas as pessoas estavam cheias de temor. Todos os que criam estavam juntos e unidos e repartiam uns com os outros o que tinham. Vendiam as suas propriedades e outras coisas e dividiam o dinheiro com todos, de acordo com a necessidade de cada um. Todos os dias, unidos, se reuniam no pátio do Templo. E nas suas casas partiam o pão e participavam das refeições com alegria e humildade. Louvavam a Deus por tudo e eram estimados por todos. E cada dia o Senhor juntava ao grupo as pessoas que iam sendo salvas.” (Atos 2:43-47)

Perceba como que os cristãos tratavam o dinheiro da Igreja. Qualquer pessoa, ainda sem o menor entendimento, pode ver que, nas "igreja-empresas" dos nossos tempos, esta história não se encaixa de modo algum. Dividir??? Repartir??? Não, isso seria inconcebível para as "igreja-empresas". Simplesmente estas ações não fazem parte das suas NPs (Normas e Procedimentos). Jamais! Não vemos, em modo e tempo algum nos relatos da vida cristã à época do primeiro século, alguma forma de "IGREJA-EMPRESA" sendo estabelecida e sustentada. Não há presidentes, dirigentes, marketeiros, líderes, gerentes, nem mesmo "articuladores políticos" para, digamos, facilitar as coisas junto ao Império Romano da época. Tudo girava absolutamente em torno "do corpo", dos cristãos, em suas necessidades e generosidades.

Ainda assim, apesar de todo o temor e alarde do clero evangélico contra esta "ação de satanaz" (o que eu creio, realmente é, mas em outro aspecto...), seria desnecessária qualquer preocupação ou atitude preventiva contra as articulações do Legislativo brasileiro. Isto porque, como é praxe no cotidiano do "empresário brasileiro", seja no ramo do comércio, da indústria, ou no ramo religioso, sempre há de se achar UMA SAÍDA mirabolante para ludibriar o Fisco. Tudo isto é claro, sempre feito por instrução profética do clero, depois de muito jejum e oração, e em nome de Jesus. Afinal, é para isso que alguns dos "irmãos" estão ocupando cargos eletivos não só no Congresso Nacional, mas em toda esfera da vida política da nação brasileira. São os esforçados e incansáveis facilitadores das "IGREJA-EMPRESAS" do mundo evangélico brasileiro, trabalhando em favor do "Reino de Deus", como chamam.

O segundo ponto, e certamente não tão tenebroso para o clero evangélico como um todo, mas apenas para algumas, digamos, ESTRELAS que despontam na multidão do mundo gospel tupiniquim, seria a tentativa, por meio de leis complementares, de restringir o acesso da "igreja evangélica" aos meios de telecomunicação e mídia. Como disse, apenas alguns "tubarões" neste caso seriam afetados. Refiro-me aos que se empenharam e empreenderam os "mega" (ou já seriam "giga", ou até mesmo "tera") negócios, conquistando emissoras de rádio, televisão digital, multimídia, etc, etc. Esta sim, com certeza, é uma briga DE LEÕES. Isso porque envolve uma disputa com outros tantos que também militam nas telas e nas ondas do rádio, porém em outras áreas, digamos assim. Como espaço televisivo é um tesouro de valor virtualmente incalculável, não podemos nem mesmo imaginar o "reboliço" (se você não é evangélico, por gentileza, procure o significado de reboliço no dicionário) que esta proposta de redefinição das leis de comunicação fariam com as tais ESTRELAS MAIORES do mundo gospel no Brasil. Interessante é notar, que diferentemente do que acontecia no passado, onde os verdadeiros discípulos de Jesus Cristo faziam questão de "não aparecer" e de "não carregarem fama sobre si", os televisivos da era evangélica brasileira são capazes de disputar a tapa com seus "irmãos-adversários", os horários nobres da TV brasileira. E para isso, desempenham uma performance televisiva que é de dar inveja ao menos a muitos novatos dos bastidores novelísticos. Aliás, creio que não por falta de talento, mas por pura falta de interesse (afinal, muito trabalho, mas pouco dinheiro), ainda não vimos, ao menos por enquanto, algumas "figuras" evangélicas transitando nos corredores das redes decorando textos das detestáveis novelas nacionais. É certo que, caso estas alterações legislativas, restringindo o espaço disponibilizado para o mundo gospel nacional, venham a se concretizar em leis, certamente muitos expoentes do clero evangélico vão ganhar cabelos brancos (não como sinal de honra e sabedoria...), ou então, perdê-los completamente. Afinal, não é fãcil sustentar um "império do empreendedorismo religioso", sem a arma das telecomunicações às mãos. Nestes casos, dízimos e ofertas "dos fiéis regulares e assíduos" não chegam a cobrir nem mesmo "os gastos operacionais do negócio" (traduza-se, cultos e reuniões semanais).

A terceira, e provavelmente não tão incômoda questão para o clero evangélico nacional, seria a proposta de lei que impediria as manifestações públicas "da igreja". A princípio, isto diz respeito a duas ações básicas da "igreja". A primeira delas, e talvez a única que importasse ao clero, seria a que promove shows e espetáculos públicos de caráter "evangelístico", como as apresentações musicais que os inúmeros e incontáveis cantores e cantoras costumam realizar em prol do Reino de Deus (?), em louvor a Deus (??), e para a glória de Deus (???). A outra, e que certamente não cria preocupação para o clero evangélico, seria a proibição por lei de realizar-se em público o que a "igreja" chama de "evangelismo". Para quem não conhece profundamente, "evangelismo", neste caso, é o processo pelo qual, para o bem e prosperidade do "empreendimento religioso" (ao qual, atribuem o nome de Reino de Deus), fiéis saem por locais públicos, munidos de "santinhos evangélicos", contendo normalmente algum bom "versículo de efeito" (tomado sempre fora de contexto e fora do propósito cristão), afim de arrebanharem para a "igreja-empresa" que frequentam, novos membros colaboradores. Ao contrário do que faziam os cristãos do passado, que pregavam o arrependimento às verdadeiras ovelhas perdidas, estes fiéis membros dedicados em seu trabalho, a todo custo se empenham em vestir com vestes de ovelha, a maior quantidade possível de bodes que possam encontrar pelo caminho. Contanto que estes, é claro, passem a se comportar como se fossem "ovelhas" (ainda que não sejam), e aumentem substancialmente o quórum nas assembléias organizadas pelos dirigentes das "igreja-empresas". Mas, como disse, é muito provável que este tipo de "investida" contra o clero evangélico nacional não chegue nem mesmo a fazer cócegas que incomodem o bem-estar dos seus mais ilustres ícones. Pois, se comparado ao prejuízo causado pela "perda da telinha", isto seria apenas um café pequeno, e até mesmo, diga-se, de certo modo amargo de se tomar. Quero dizer, é dispensável.

A quarta questão comentada no email em pauta, fala sobre as eventuais punições que seriam impostas aos "pregadores da verdade", quando assuntos como homossexualismo, feitiçaria, espiritismo, e coisas afins, fossem expostos publicamente, através de meios de comunicação. Ou então, a possibilidade de sofrer-se ação judicial civil, quando alguém viesse a sentir-se ofendido ou ultrajado em seu íntimo, por declarações contrárias a tais práticas condenadas por Deus. Ora, gostaria de colocar claramente um fundamento que é a base de sustento de toda esta questão, e que leva ao chão toda suposta preocupação dos verdadeiros pregadores da palavra de Deus, contra qualquer ação legislativa nesta nação.

Os que verdadeiramente são pregadores da verdade de Deus, por meio do Espírito de Jesus Cristo em nós, foram devidamente ensinados e doutrinados nas maneiras de fazer o seu trabalho. E, partindo daí, não existem absolutamente razões de espécie alguma para nos importarmos, ou mesmo nos incomodarmos, com punições, sanções, prisões, ou até mesmo a morte, quando nos quiserem impedir de pregarmos o genuíno e verdadeiro evangelho de Cristo. Eu poderia aqui trazer à tona uma infinidade de palavras do Senhor Jesus a respeito de como deveríamos enfrentar este trabalho árduo (para quem o faz com convicção e imparcialidade, é claro) da pregação. Mas, para não me estender mais ainda, lembro somente o episódio ocorrido com Pedro, e a consciência mostrada por este homem de Deus, quando foi, inutilmente, impedido de pregar o evangelho de Cristo:

“Então Pedro, cheio do Espírito Santo, respondeu: —Autoridades e líderes do povo! Os senhores estão nos perguntando hoje sobre o bem que foi feito a este homem e como ele foi curado. Pois então os senhores e todo o povo de Israel fiquem sabendo que este homem está aqui completamente curado pelo poder do nome de Jesus Cristo, de Nazaré—aquele que os senhores crucificaram e que Deus ressuscitou. Jesus é aquele de quem as Escrituras Sagradas dizem: “A pedra que vocês, os construtores, rejeitaram veio a ser a mais importante de todas.” A salvação só pode ser conseguida por meio dele. Pois não há no mundo inteiro nenhum outro que Deus tenha dado aos seres humanos, por meio do qual possamos ser salvos. Os membros do Conselho Superior ficaram admirados com a coragem de Pedro e de João, pois sabiam que eram homens simples e sem instrução. E reconheceram que eles tinham sido companheiros de Jesus. Mas não podiam dizer nada contra os dois, pois o homem que havia sido curado estava ali de pé, junto com eles. Em seguida mandaram que Pedro e João saíssem da sala do Conselho e começaram a discutir o assunto. Eles diziam: —O que vamos fazer com estes homens? Pois todos os moradores de Jerusalém sabem que eles fizeram um grande milagre, e nós não podemos negar isso. Mas, para não deixar que a notícia se espalhe ainda mais entre o povo, vamos ameaçá-los, a fim de que nunca mais falem com ninguém a respeito de Jesus. Então os chamaram e ordenaram duramente que não falassem nem ensinassem nada a respeito de Jesus. Mas Pedro e João responderam: —Os senhores mesmos julguem diante de Deus: devemos obedecer aos senhores ou a Deus? Pois não podemos deixar de falar daquilo que temos visto e ouvido. Aí o Conselho Superior os ameaçou com mais dureza ainda e depois os mandou embora. O Conselho não pôde castigá-los porque todo o povo louvava a Deus por causa do que havia acontecido. O homem que foi curado por esse milagre tinha mais de quarenta anos. Quando Pedro e João foram soltos, voltaram para o seu grupo e contaram tudo o que os chefes dos sacerdotes e os líderes do povo haviam dito.” (Atos 4:8-23)

Veja que inútil é aplicar punição de qualquer espécie aos que têm em seu íntimo, em seu espírito, a espada cravada de Cristo, que os leva a destemidamente enfrentar toda a adversidade no desempenho de sua função como testemunha de Jesus neste mundo corrompido. Aliás, faço questão de lembrar algo que, aparentemente, muitos dos que pensam ser cristãos autênticos não se recordam, ou não dão a devida importância, ou então nem mesmo têm conhecimento. Estas palavras do Espírito Santo, pela boca de Paulo, colocam em confronto toda a determinação e ânimo em pregarmos e vivermos o verdadeiro Evangelho:

“Todos os que querem viver a verdadeira vida cristã, unidos com Cristo Jesus, serão perseguidos.” (2 Timóteo 3:12)

O problema é que, diferentemente dos que querem viver a verdadeira vida cristã, o clero evangélico segue agindo e vivendo absolutamente com temor de perseguições, querendo ver-se sempre livre de confrontos, de oposições, e de adversidades, porque isto tudo, digamos, atrapalha o "bom andamento" dos seus lucrativos e prósperos empreendimentos religiosos. Enquanto Jesus nos chama a batalhar num campo onde a tolerância com o mundo e sua corrupção é ZERO, o clero evangélico vive uma vida "cristão politicamente correta", não se comprometendo com nada nem com ninguém, mas sendo tolerante com todos, condescendente com tudo, e tudo isto em nome "do amor de Cristo". Que absurdo! Quanto mais difícil as circunstâncias para se pregar o evangelho, mais difícil se torna, para eles, o sucesso dos empreendimentos. Até porque, o evangelho que pregam (aliás, não se pode dar tal nome ao que pregam...) não passa de um amontoado de mentiras e contradições estapafurdias, num apanhado bíblico que por muita preguiça e falta do Espírito Santo dos seus ouvintes, acabam iludindo e desviando os ouvidos destas pobres almas, de receberem a palavra da salvação ou condenação da humanidade. Ou então, talvez simplesmente não queiram que existam leis que os prejudiquem, em seus intentos e apetites, e para que isto não aconteça, tentam infiltrar-se na vida pública legislativa do país, no intuito de "abrandar" as coisas, "puxando a sardinha para suas brasas", como se diz popularmente.

Creio que, de certo modo, seria uma boa e providencial maneira, através destas propostas de leis, de tirarmos de circulação estes homens de caráter corrompido, propagadores de falsidades, perversores do glorioso evangelho de Cristo, que cheios de soberba e cobiça, distorcem o que o Espírito diz. Para sua própria condenação o fazem, e como Paulo disse antes, "sejam amaldiçoados" (Gálatas, capítulo1).

E por último, temos o que eu chamaria de derradeiro "choro" evangélico dos que, completamente afundados em suas concupiscências e avarezas, buscam honra, poder, tesouros e glória. Estou falando da temível questão da condicional elegibilidade para membros do clero evangélico nacional. Traduzindo: os pastores, bispos, apóstolos, etc, etc, etc, que queiram concorrer a um cargo eletivo público qualquer, deverão obrigatoriamente AFASTAR-SE das suas atividades cléricas. O interessante neste caso, entretanto, é avaliarmos o comportamento dos tais "candidatos" do clero às cadeiras legislativas ou executivas. Acompanhe minha explanação com atenção.

Seria coerente e esperado pensar, que uma vez colocado um impedimento desta "envergadura" aos "homens de Deus" da nação brasileira, os tais decidissem por bem, e em favor do que chamam "Reino de Deus", definitivamente abandonar a idéia de, muito entre áspas, "SERVIR A NAÇÃO". Espantosamente, ao contrário disso, os ilustres candidatos às cadeiras públicas preferem, sem sombra de dúvida, abandonar suas "igreja-empresas", e engajar-se na corrida política das eleições federais principalmente (menos trabalho, maior lucratividade!), e estaduais e municipais opcionalmente. Não é absolutamente espantoso? Pois então. Exatamente como fazem seus "futuros colegas" vindos de outros setores da economia nacional, eles abandonam virtualmente seus negócios, deixando os conhecidos "laranjas" em seus lugares, e tomando posse de seus mandatos e cargos, passam a "servir" a nação. Ou então, dentro de um estilo mais "profissional", enviam aos plenários da Câmara e Senado seus próprios "laranjas", fiéis "discípulos do ministério", que irão lealmente representá-los. Por serem, digamos, "fracos" para o ministério, por não terem aquele "carisma" para desempenhar boa performance como cléricos no mundo gospel nacional, esses "laranjas" são estrategicamente desviados para cuidar dos afazeres políticos no Congresso Nacional, em busca dos "interesses da igreja" e do "Reino de Deus". São como "despachantes profissionais" dos interesses do clero evangélico, junto às "repartições públicas" da capital federal. Credenciados pelo povo evangélico que os elege, têm transito livre pelos corredores de Brasília, e uma considerável "ajuda de custo" (que, por sinal, não é paga somente pelos seus eleitores diretos, mas por todo o povo contribuinte). É óbvio que os únicos beneficiados com estas estratégias são os seus mentores, eles próprios, a nata do clero evangélico, e seus empreendimentos religiosos. Tudo em favor do que chamam ("Nosso") "Reino de Deus"! Impressionante?! Na verdade, não vejo onde. São simplesmente lobos, fazendo o que lhes é peculiar: devorar.

Para concluir este ponto, gostaria de deixar claro, que aquele que é realmente chamado por Jesus para militar em Seu Reino, não se envolve com o "reino dos outros". A nação brasileira, como qualquer outra nação, não é, e nem nunca será, PARTE do Reino de Deus. Talvez por fruto de um patriotismo não tão exacerbado quanto o da terra do Tio Sam, mas que na prática leva em consideração alguns aspectos peculiares da nação brasileira como se fossem "parte" da alma de quem aqui nasce, observamos que, até mesmo os que se vêem como cristãos, consideram a nação brasileira como sendo A SUA PÁTRIA de devoção. Deixemos claro uma coisa, se nunca ninguém teve o discernimento e a coragem de esclarecer isto: aquele que é nascido de Deus, cristão verdadeiro, não é parte de nenhum outro reino ou governo, de nenhum país ou nação, a não ser, do "Reino de Deus"! Isso pode parecer uma coisa sem importância, mas que, para prejuízo do homem, transtorna o entendimento, e leva-o a crer que é possível, e talvez até mesmo louvável, candidatar-se a um cargo público na nação brasileira (ou qualquer outra, que seja), e empenhar-se em servir "à nação como cristão". Por favor, compreenda uma coisa: como cristão, você deve FIDELIDADE E LEALDADE a um Rei, um Soberano, a uma pátria, qual seja, o Reino de Deus. Não é lícito, repito, NÃO LHE É LÍCITO, militar no governo (qualquer que seja a esfera e poder escolhido) de outra nação terrena qualquer, quando você é cidadão do Reino de Deus. Assim como não é aceito em nenhuma nação, um candidato a cargo público eletivo que não seja natural ou naturalizado daquela nação. Exatamente do modo como se faz entre as nações do mundo, deve ser entre as nações do mundo e os cidadãos do Reino de Deus. Se um homem desejar servir à nação brasileira, ele certamente poderá fazê-lo como cidadão brasileiro, cuidando dos interesses brasileiros e da vida do país. Neste caso, entretanto, tal homem deve DECIDIDAMENTE abster-se de ser cidadão do Reino de Deus, de militar em favor do Reino de Deus, e de exercer fidelidade e lealdade ao Rei (Jesus de Nazaré) e ao Seu Reino. Ou uma coisa, ou outra. A nação brasileira, assim como as demais (TODAS!) nações do mundo, são em sua essência e totalidade REBELDES a Deus, e INIMIGAS de Deus. E portanto, não é possível haver comunhão, coerência, convergência, entre os princípios do Reino de Jesus e os governos desta terra. Ou bem servimos ao Rei, ou servimos às nações. A idéia de que Jesus deseja e comanda que seus servidores "transformem" as nações desta terra em "Reino de Deus" é uma idéia absurda, falsa, insensata e diabólica, propagada nos meios evangélicos em todo mundo (especialmente nesta nação em que vivo), por mentes que, ou são inspiradas pelo espírito do anti-cristo, ou são completamente vazias do conhecimento do Rei e de Seu Reino. Você poderia me indagar dizendo: "Mas, não somos embaixadores do Reino de Deus nesta terra, no Brasil?" Pois então eu lhe questiono dizendo: Por acaso algum embaixador estrangeiro se importa em participar ativamente do governo e elaboração legislativa do país em que está alocado? Ou, muito longe disso, apenas cuida em solo estranho, dos interesses da nação à que pertence? Não seria o caso de apenas cuidarmos dos interesses do nosso Rei, e de Seu Reino, vivendo em terra estrangeira?? Pois é exatamente isto que fomos chamados a fazer como embaixadores do Reino dos Céus, em alguma nação desta Terra. Nada mais. Além disto, existe um abismo de diferença entre o Reino de Deus e o "Reino do Brasil" (ou qualquer outro "reino" deste mundo). No Reino de Deus, as LEIS são colocadas espiritualmente no coração e na consciência dos cidadãos (= cristãos), enquanto que no Reino do Brasil, as leis brasileiras são escritas e colocadas em um aglomerado de outras leis de papel, que nada podem fazer para converter uma pessoa. O que quero dizer com isto, é que é ABSOLUTAMENTE IMPOSSÍVEL converter um ser humano pela simples aplicação de uma legislação criada por homens. Ainda que a legislação brasileira fosse "uma obra-prima" de moralismo e solidariedade, isso jamais tornaria a nação, o povo, em FILHOS DE DEUS. Se você não pode compreender o que estou dizendo, olhe para as leis de um país extremamente moralista qualquer, e avalie seu povo corrompido. Ninguém pode ser transformado por leis que se escrevem e se colocam em tábuas legislativas. É necessário que as leis sejam gravadas, marcadas no interior da alma humana, e isto, creia, só acontece no governo do Rei, em Seu Reino eterno, através das Leis do Espírito, e não das canetadas de deputados e senadores, sejam eles evangélicos ou não. Portanto, não há propósito algum em estabelecermos leis "evangélicas" a partir dos legislativos brasileiros, como se isso fosse, na prática, transformar uma nação corrupta, pecadora e impenitente como a brasileira, em uma "nação cristã". Deste modo, é absolutamente inconsequente a idéia de termos "cristãos" agindo nos meios legislativos ou executivos, ou judiciários, de qualquer nação. Seja a nação brasileira, seja uma nação estrangeira. Se somos cidadãos do Reino de Deus, não nos envolvemos no governo de outro reino. A menos, é claro, que haja um interesse diverso da parte dos "candidatos", em participar das "atividades" da perdida cidade de Brasília. Seja este interesse um interesse pessoal, seja este interesse um interesse denominacional.

Quem tem ouvidos ouça (e, também, leia...) o que o Espírito diz.

“Pois o soldado, quando está servindo, quer agradar o seu comandante e por isso não se envolve em negócios da vida civil.” (2 Timóteo 2:4)

Ou ainda:

“Todos esses morreram cheios de fé. Não receberam as coisas que Deus tinha prometido, mas as viram de longe e ficaram contentes por causa delas. E declararam que eram estrangeiros e refugiados, de passagem por este mundo. E aqueles que dizem isso mostram bem claro que estão procurando uma pátria para si mesmos. Não ficaram pensando em voltar para a terra de onde tinham saído. Se quisessem, teriam a oportunidade de voltar. Mas, pelo contrário, estavam procurando uma pátria melhor, a pátria celestial. E Deus não se envergonha de ser chamado de o Deus deles, porque ele mesmo preparou uma cidade para eles.” (Hebreus 11:13-16)

Enfim, se quisermos concluir o assunto com uma breve síntese dos fatos, eu diria: o Reino de Deus é luz, os reinos do mundo (Brasil, especialmente inclusive) são trevas. Estas duas coisas, sabemos, não podem conviver unidas entre si.

As Leis do Reino de Deus, disse O Rei, são eternas, estabelecidas para todo sempre, não mudam jamais, e delas não se removerá nada. Tudo passará, mas as Leis do Reino de Deus permanecerão para todo sempre. Elas ficam marcadas, gravadas e estabelecidas, no coração e na mente de todo genuíno filho de Deus, os nascidos do Espírito, e não da carne. Como diz Paulo, os que são verdadeiramente judeus não são os que foram marcados pela circuncisão da carne, mas sim pela do espírito, circuncisos de coração, pela Lei do Espírito de Deus, e não pela lei da carne. Ao contrário disso, as leis dos homens, sejam elas saídas da cabeça de legisladores evangélicos, católicos, busdistas, muçulmanos, ateus, ou o que quer que sejam, duram por um tempo, e logo caem no esquecimento ou desuso, ou são revogadas por uma nova lei. As Leis de Deus foram "escritas" pelo próprio Deus, e não por criaturas que não sabem nem mesmo discernir entre o que é certo e o que é errado. As Leis de Deus são invioláveis, e sempre cumprem com seus propósitos divinos, nunca ficam "no vazio", antes, cumprem aquilo para que foram estabelecidas eternamente. As leis das nações servem apenas como um instrumento de manipulação, e seus efeitos são passageiros e inócuos. As Leis de Deus fazem A VONTADE SOBERANA DO REI! As leis das nações são feitas para satisfazer os propósitos concupiscentes de um grupo de homens, sejam eles evangélicos ou não.

Como cidadão do Reino de Deus, tendo como Rei soberano Jesus de Nazaré, pouco me importa se a nação brasileira aprova o aborto, promove casamentos gays ou o dia do orgulho gay, inocenta homicídas, pratica ou apoia o terrorismo, adora feitiçarias, é campeã mundial da pedofilia e prostituição, é 1ª no ranking de importadores e exportadores da maconha, cocaína, crack ou extase, e demais delitos e coisas semelhantes. Tenho para mim, como servo do Deus vivo, que em nada estes escândalos afetam o Reino do qual faço parte. Tais coisas, para quem não sabe, não passam de PROVIDÊNCIAS DIVINAS, para uma nação que, como diz o Espírito, não honrou a Deus como Deus, nem lhe deu graças (Romanos, capítulo1), mas sim, voltou-se a satisfazer os apetites insaciáveis do seu próprio ser corrompido, doente, e às suas paixões. Por esta razão, o próprio Deus os entregou às suas loucuras. Em outras palavras, para que comessem do próprio veneno. Quem seria eu para então, como se fosse um servidor desleal e infiel ao meu Rei, promover leis de homens que tentam, inutilmente diga-se, coibir a depravação da alma, que o próprio Deus entregou, aos que não O temem? Quem seria eu, para infiltrar-me no governo anti-cristo da nação brasileira, e tentar, em puro ímpeto de insensatez, estabelecer por leis humanas, "um reino cristão" que não passa de teoria e aparência, e que jamais produzirá frutos? Isto, certamente, não faz o menor sentido, para quem de fato é SERVIDOR do Reino de Jesus de Nazaré.

Como está escrito, e dito, pelo Senhor dos Exércitos...

“Quem é injusto, que continue a fazer injustiça ainda, e quem é imundo, que continue a ser imundo. Quem é justo, que continue a fazer justiça ainda, e quem é dedicado a Deus, que continue a ser dedicado a Deus.” (Apocalipse 22:11)

Se por um lado, temos católicos vivendo em ignorância das palavras da verdade do Rei, o clero evangélico, por sua vez, vive em arrogância diante daquilo que Ele disse. Poderia existir afirmativa mais clara e contundente do que esta?

“Jesus respondeu: —O meu Reino não é deste mundo! Se o meu Reino fosse deste mundo, os meus seguidores lutariam para não deixar que eu fosse entregue aos líderes judeus. Mas o fato é que o meu Reino não é deste mundo!” (João 18:36)

Afinal, o que vai ser? Cidadão do Reino de Deus ou cidadão do Reino do Brasil? Servidor do Reino de Deus ou servidor do Reino do Brasil? Cristão ou pagão? Entenda, é impossível servir aos dois reinos, pois, ainda que o "rei" brasileiro aceite e consinta com a dualidade, para o Rei Soberano, tudo isto é inaceitável.

Quem realmente se alistou no exército do Deus vivo, deve estar naturalmente preparado para morrer pelo Rei, pela causa do Reino, e não se importa com as adversidades do campo onde foi alocado. Quer seja no Brasil, quer seja na India, quer seja num dos confins da terra, o verdadeiro discípulo de Jesus enfrentará a espada e a injustiça pelo amor ao Rei. Os que amam os seus próprios reinos, seus impérios particulares, têm sim, sempre, todos os motivos para temer. E se temem, e se sentem acuados, ameaçados, é porque neles não vive "o Espírito do Justo", mas a carne fraca dos seus anseios.

Às nações, está reservada toda ira de Deus, que do alto já se manifesta. Aos cidadãos do Seu Reino, glória, paz e harmonia para sempre, da parte do Rei. Amém.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

De mal a pior...

Crise econômica. Crise social. Crise ambiental. Crise nacional. Crise mundial!!! Estou certo de que você já ouviu falar. É bastante provável, que as "más notícias" já tenham chegado aos seus ouvidos. Principalmente, no decorrer dos últimos meses, ou até mesmo anos, pode-se dizer. Virtualmente inédita, a situação caótica da economia das nações tem espantado o mundo. Não só da economia, mas, se formos pesar outros aspectos mais importantes da vida, vemos o caos se estabelecendo ainda mais, na vida social dos povos. Isso, é claro, sem falar na devastação do planeta, na destruição dos recursos naturais, no descontrole absoluto das manifestações e fenômenos da natureza, nos acidentes, terremotos, furacões, inundações, secas e devastações ambientais. Coisas impressionantes?! Terríveis e espantosas?! Na verdade, para ser sincero, eu diria... "nem tanto".

Muitos "homens de Deus" têm divulgado seu "parecer", ou melhor seria dizer, seu pronuciamento profético a respeito do assunto. O que mais tem me chamado a atenção, no entanto, é o ponto central daquilo que estes ilustres têm dito. Na verdade, o principal aspecto que estes homens têm abordado, não é propriamente "a crise", ou o caos que se estabelece a cada dia no planeta. Mas, tomando este assunto como base de suas declarações proféticas, tenho ouvido algo mais ou menos parecido com o seguinte: "Irmãos, NÃO PODEMOS nos deixar levar pela idéia de crise, não podemos nos deixar crer que tudo vai mal, que as coisas não vão melhorar...NÃO, as coisas vão melhorar sim, temos que ser otimistas, e não pessimistas,... Deus vai trazer bons tempos, as coisas vão melhorar, creia meu irmão, creia...Deus é fiel!!! Vamos orar, vamos jejuar, vamos fazer de tudo, porque Deus vai nos abençoar, e nós vamos sair desta crise!"

Talvez não tão ilustre, permitam-me, por favor, fazer algumas humildes considerações a respeito desse tipo de "visão profética" dos "homens de Deus". E, para começar, queria muito lembrar algumas poucas, mas contundentes, afirmações que o Filho de Deus fez no passado.

Jesus, pouco antes de partir desta terra, anunciou coisas que refletem exatamente o que temos visto e vivido neste planeta desgovernado. Preste atenção em algumas das Suas palavras a respeito de "crise mundial", caos global, e coisas afins. Provavelmente, você bem conhece estas coisas ditas pelo Mestre, mas, em todo caso, seria bom reavivarmos nossa lembrança. Considere com atenção as palavras do Senhor, e entenda o que Ele está dizendo.

Disse Jesus:
“Jesus saiu do pátio do Templo, e, quando já estava indo embora, os seus discípulos chegaram perto dele e chamaram a sua atenção para os edifícios do Templo. Então ele disse: —Vocês estão vendo tudo isso? Pois eu afirmo a vocês que isto é verdade: aqui não ficará uma pedra em cima da outra; tudo será destruído! Jesus estava sentado no monte das Oliveiras. Então os discípulos chegaram perto dele e lhe perguntaram em particular: —Conte para nós quando é que isso vai acontecer. Que sinal haverá para mostrar que chegou o tempo de o senhor voltar e de tudo acabar? Jesus respondeu: —Tomem cuidado para que ninguém engane vocês. Porque muitos vão aparecer fingindo ser eu e dizendo: “Eu sou o Messias!” E enganarão muitas pessoas. Não tenham medo quando ouvirem o barulho de batalhas ou notícias de guerras. Tudo isso vai acontecer, mas ainda não será o fim. Uma nação vai guerrear contra outra, e um país atacará outro. Em vários lugares haverá falta de alimentos e tremores de terra. Essas coisas serão como as primeiras dores de parto. —Depois vocês serão presos e entregues para serem maltratados e vocês serão mortos. Todos os odiarão por serem meus seguidores. Nessa época muitos vão abandonar a sua fé e vão trair e odiar uns aos outros. Então muitos falsos profetas aparecerão e enganarão muita gente. A maldade vai se espalhar tanto, que o amor de muitos esfriará; mas quem ficar firme até o fim será salvo.” (Mateus 24:1-13)

Primeira consideração: Jesus afirma que HAVERÁ DESTRUIÇÃO; nada que for edificado pelo homem ficará "em pé". Absolutamente, NADA! O grande templo em Jerusalem, tido pelos judeus como sendo "a morada" de Deus entre os homens, seria completamente colocado por terra, como de fato foi. Hoje, por mais ingnorante que possa parecer, "homens de Deus" ainda andam construindo "SEUS TEMPLOS", dispendendo fortunas em favor de uma idéia "sem propósito", que o Senhor antecipadamente condenou dizendo "Será destruído". Ainda assim, nestes últimos anos, em meio às crises econômico-fianceiras que vivemos, tenho visto e ouvido tais "homens de Deus" afirmarem em seus pronunciamentos proféticos, que CERTAMENTE o Senhor irá "nos abençoar" com muitos templos e recursos financeiros para edificá-los. Absurda arrogância. Insensata rebeldia.

Segunda consideração: Jesus foi absolutamente claro quando disse a respeito de pestes, fome, epidemias, transtornos, terremotos, catástrofes climáticas, guerras, guerras e mais guerras, violência sobre violência, ódio sobre ódio, falta de tudo, e pessoas sem nenhuma compaixão. Tudo isso foi colocado abertamente aos discípulos, e registrado até os dias de hoje para nosso conhecimento. Entretanto, "homens de Deus" têm profetizado "para que as coisas se acalmem", "para que as tempestades passem", "para que a paz reine", "para que a fome acabe". Por que então, em face de toda a afirmação feita pelo Senhor dos céus e da terra, alguns homens insistem em dizer "que nada de ruim vai acontecer"??! Sopram aos quatro ventos que, se orarmos, jejuarmos, e profetizarmos o contrário de tudo que temos visto e vivido, as coisas "vão melhorar". Por que tais "ilustres" e "iluminados" têm declarado essas coisas? Por que? Absurda arrogância. Insensata rebeldia.

Terceira consideração: O Senhor Jesus afirma que, apesar de todas estas desgraças que percorreriam o mundo, de leste a oeste, de norte a sul, ainda assim não estaríamos senão "no princípio das dores", ou seja, no início do fim deste mundo, se assim podemos chamar. Como então, tais "homens de Deus" profetizam e ensinam "que as coisas vão melhorar", se o próprio Senhor de todas as coisas, o Filho de Deus está dizendo "as coisas aqui neste mundo irão de MAL a PIOR", a partir do momento em que Ele começa a trazer juízo sobre a terra. Como podem afirmar o contrário??!! Absurda arrogância. Insensata rebeldia.

Quarta consideração: Não tenho outro caminho em meu pensamento, a não ser concluir que, também como disse o Senhor, tais "homens de Deus" são aqueles aos quais Jesus fez referência dizendo "Então muitos falsos profetas virão, e enganarão a muitos...". Não seriam, portanto, estes mesmos, que têm declarado que "tudo vai melhorar", que "não devemos ser pessimistas levando em consideração a crise mundial", etc, etc, etc, os muitos falsos profetas a respeito de quem o Senhor falava??? Na verdade, como já ocorreu antes na história, quando um homem "de Deus" se levanta para profetizar que "haverá paz, prosperidade,...", contradizendo o que o próprio Deus diz, estamos diante de um gravíssimo caso de REBELIÃO CONTRA DEUS. Foi isto que ocorreu nos tempos de Jeremias (cap.28), e se repete até os dias de hoje. Absurda arrogância. Insensata rebeldia.

Quinta consideração: Se alguém não leva em consideração "o princípio das dores" que estamos vivendo, o cumprimento das palavras de Jesus a respeito do fim das coisas, é porque encontra-se em ao menos uma de duas situações. Ou esta pessoa está completamente cega, e não crê nas palavras de Jesus, ou está sendo enganada, iludida por alguns falsos profetas que, arrogantemente, se auto denominam "homens de Deus". E assim como serão muitos os profetas "da paz e prosperidade na terra", serão muitos os que serão fisgados pelos seus anzóis. Absurda arrogância. Insensata rebeldia.

Sexta consideração: Negar que as coisas estão indo "DE MAL A PIOR", é negar o propósito de Deus para esta terra e para este mundo corrompido. Quem toma esta posição, está incondicionalmente, de modo consciente ou inconsciente, tomando o partido de satanaz e do seu anti-cristo. Crendo que este mundo chegará a uma condição de paz, harmonia, tranquilidade, prosperidade e bom governo, o homem não está senão LEVANTANDO-SE CONTRA O SENHOR DOS CÉUS E DA TERRA, e endossando o plano satânico de comunhão global pelo governo do anti-cristo. Absurda arrogância. Insensata rebeldia.

Sétima consideração: É preciso que esses "homens de Deus" entendam (se é que podem entender...), que o verdadeiro discípulo de Jesus Cristo não espera, de modo nenhum, que as coisas nesta vida terrena melhorem, porque a verdadeira esperança de melhora dos verdadeiros filhos de Deus, nascidos do Espírito, está em esperarmos pela Nova Terra, pela nova vida, onde sim, viveremos para sempre, onde sim, "tudo se fez novo", e não haverá mais lembrança sequer das coisas passadas. Tavez tais homens não entendam, e tãopouco se conformem com isso, simplesmente pois têm sua esperança de melhora, de prosperidade e de vida abundante, NESTE MUNDO já condenado por Deus, nesta vida, nesta terra; porque o que querem, no profundo de suas almas, é gozar "a vida", vida que o Senhor claramente ordenou que deveríamos jogar fora, perder, renunciar. Com isto, certamente caem em contradição, e como um pequeno inseto, embaraçam-se nas teias das coisas desta vida. E portanto, assim, são candidatos a "profetas" do maligno, a súditos do anti-cristo, rebeldes contra o plano do Senhor, e não a servos de Jesus Cristo. Absurda arrogância. Insensata rebeldia.

Oitava consideração: Lembremos de um episódio interessante acontecido há mais de dois mil anos atrás, com o Senhor Jesus e um de Seus seguidores. Andava Jesus com Pedro, e, quase às portas da crucificação que O levaria à morte, Pedro se interpõe e diz: "Senhor, isso não vai acontecer! No que depender de mim, o Senhor JAMAIS vai subir àquela cruz! Eu não vou deixar que isto aconteça, nem morto!!". Para quem conhece um pouco desta história, vai rapidamente lembrar-se da reação imediata de Jesus diante de Pedro, dizendo: "Para trás satanaz, que não entende as coisas de Deus, mas somente as coisas do homem."
Àquela época, Pedro ainda era um homem comum, seguidor de Jesus, mas sem o discernimento dos propósitos de Deus, e, pela falta do entendimento de Deus e de seus planos, viu NO PLANO DO SACRIFÍCIO DO CORDEIRO DE DEUS, uma coisa terrível, abominável, detestável, que deveria a qualquer custo ser evitada. Ao contrário disso, a crucificação de Jesus, que Pedro queria evitar se interpondo com a própria vida, era o mais impressionante e assombroso plano do Deus criador, para salvar o ser humano desgraçado pelo pecado, da justiça do próprio Criador, a morte. Mas, o homem Pedro, em sua presunção, arrogância e insensatez, julgava que O PIOR, não poderia nunca acontecer. Absurda arrogância. Insensata rebeldia.

Se você tem crido neste "vento de doutrina", que vem pregando o otimismo, a devoção à Deus para que as coisas neste mundo melhorem, para que haja paz e harmonia, e coisas semelhantes, peço que ouça um breve conselho: olhe ao redor, lembre-se das palavras do Senhor, e identifique os ilustres "homens de Deus", falsos profetas do anti-cristo, que têm lançado estas mentiras aos seus ouvidos, para que, na chegada do anti-cristo, tudo torne-se imperceptível, a ponto de, nesciamente se crer, que "as melhoras do mundo!", não passarão de, supostamente, "providência divina".

(Vale lembrar, que a paz que Jesus nos deixou, não tem nada a ver com a paz entre povos e nações, a tal paz do mundo; a paz que Deus promoveu aos que são de Cristo é "a condição de restabelecer a paz com Deus", ou seja, o estado de paz na alma e no espírito do homem, decorrente da reconciliação do homem com a pessoa do seu Criador; esta paz foi proporcionada pela morte sacrificial de Jesus, satisfazendo assim o cumprimento da justiça de Deus sobre a transgressão do homem; mas, este profundo assunto certamente deve ficar para uma outra publicação)

Não é uma simples questão de "sermos otimistas" ou "sermos pessimistas". Longe disso. Estamos falando sim, de sermos sóbrios, atentos, vigilantes, constatando os fatos da vida cotidiana dos nossos dias, e verificando que eles testificam, claramente, as profecias do verdadeiro Profeta, Jesus de Nazaré.

Lembrem-se: os segredos do Senhor são para aqueles que o temem. Suas palavras, são a luz para o caminho, e a lâmpada para os pés. Sem as palavras do Profeta marcadas em nossa mente, gravadas em nosso espírito, não acharemos nunca o caminho, nem tãopouco deixaremos de tropeçar sobre os próprios passos. Ao contrário disto, achemos o caminho, e não tropecemos com os pés. Acendam-se as palavras do Senhor em nossas mentes! E não erremos o caminho, nem tropecemos sobre os próprios pés.

Louvado e honrado seja o verdadeiro Profeta de Deus, porque as coisas rapidamente estão indo...de mal a pior!

segunda-feira, 15 de junho de 2009

O que os olhos não vêem...

Você certamente conhece o dito popular que diz assim: "O que os olhos não vêem, o coração não sente". Ainda que estas não sejam palavras ditas pela boca de Deus, ou de algum dos seus servos ou profetas, creio eu, que de fato não se pode negar, têm elas em si uma grande dose de verdade e de realidade, e que de certo modo, espelham uma faceta do caráter humano.

Quando você ouve falar a respeito de alguém que está passando por necessidades, seu coração pode até mesmo por um momento, responder com um estímulo de compaixão. Mas, como você não pode VER, enxergar o sofrimento e a dor com seus próprios olhos, a sua atitude nunca passará disso. E este estímulo, este impulso de compaixão, dura não mais do que poucos segundos, que logo se esvai. Nenhuma raiz se forma, nada brota, a não ser um "suspiro" de compaixão, mas nenhum fruto de amor, de compaixão verdadeira, amadurece.

Se nossos olhos, no entanto, podem ver o sofrimento alheio, a compaixão tem, eu diria, uma chance maior de brotar e dar o seu fruto. Entretanto, nem sempre será assim, pois nem todo coração humano é terra fértil para produzir o fruto da compaixão. O fruto da compaixão só nasce em um coração fértil, que tenha sido propriamente "adubado e arado" pelo Espírito de Deus.

Muitos não entendem, porque o Senhor Deus nos permite o sofrimento, as dores, e por vezes até, passar por necessidades. Isso tudo realmente acontece na vida de um filho de Deus, um ser "nascido de novo", verdadeiramente nascidos do Espírito. Aliás, muitos ingenuamente pensam, que justamente por serem filhos, estarão sempre LIVRES de todo e qualquer sofrimento, dor ou necessidade. Mas Deus, como pai que sabe o que faz, nos faz passar por sofrimentos, necessidades e dores. Pois Ele sabe que, para que brote uma raiz e se dê fruto de compaixão em nosso coração, não bastaria que os olhos vissem, e que o coração sentisse...é necessário, sim, que "o nosso próprio ser", em tudo, seja MARCADO pelo sofrimento, pela dor, e pela necessidade. Como já disse no princípio, o dito popular em parte tem sua verdade, mas de modo algum mostra em si mesmo, a perfeita sabedoria do Espírito de Deus. É verdadeiro em parte, mas não traduz a sabedoria que vem do alto.

Ninguém pode oferecer compaixão, se não tiver antes sofrido e padecido em sua "própria pele", em sua própria vida. Jesus, diz a palavra Dele, padeceu, aprendeu a obediência, submeteu-se ao sofrimento e às dores. E porque padeceu, se compadeceu dos que necessitam de compaixão.

Hoje, quando olho para pessoas que se declaram cristãs, não posso entender como é possível tamanha escassez de frutos de compaixão. Ou talvez seria ainda melhor dizer, que no fundo entendo sim. Entendo, que há um espírito diabólico cegando-as, tirando-lhes o entendimento.

Se existe um outro ditado que hoje poderia ser bem aplicado nos círculos evangélicos, seria este: "Cada um por si, e Deus por todos!". Mas, me permitam, eu preciso perguntar: Cada um por si??? Como assim??? Será que não percebemos como este espírito, enviado por satanaz, tem cegado nosso mais simples dever de discernir as coisas?!

Se eu não olho para o sofrimento e a necessidade do próximo, eu não posso nem mesmo por um segundo sequer, sentir compaixão. Assim diz o ditado. E quando não sinto compaixão em meu coração, eu nem mesmo posso tomar uma atitude, porque nenhuma raiz brota em meu coração. Mas, se eu NÃO SOFRO como outros estão sofrendo, então o que terá o poder de me trazer entendimento, para que eu ME ENTREGUE em favor destes que sofrem? Assim diz o Espírito de Deus.

Sem se dar conta disto, a "igreja" tem vivido exclusivamente para si mesma, cada um em seu próprio egoísmo, uma vida fundada no egocentrismo, bem ao estilo "satanaz e seu enorme ego", satisfazendo os desejos carnais, e fechando olhos, coração, e as mãos, para os que estão sofrendo. Por acaso tenho diante dos meus olhos uma "igreja" próspera, rica, bem sucedida, ou um bando de pessoas que não sabem discernir entre o bem e o mal, entre benção e maldição?!

Quem poderia, sem peso algum sobre sua consciência, dizer "eu recebo a benção de Deus", e dou graças a Deus por isso, se meus semelhantes estão passando sofrimento e necessidades?! Será que você não compreende, que se você recebe, do Senhor, é para que possa repartir e aliviar o sofrimento alheio? Pois se você recebe, e não percebe que deve RENUNCIAR a tudo quanto tem, e entregar-se, em favor de outros, então você não tem recebido das mãos do Senhor, mas sim, das maliciosas e traiçoeiras mãos de satanaz, o egoísta, o egocêntrico, o amante de si mesmo, como um astuto e hábil sedutor, que quer lhe envolver em seus asquerosos braços. Não disse o Senhor que, se assim você age, não será jamais Seu discípulo, mas filho de um diabo?!

É claro que renunciar àquilo que você recebe, e abrir mão daquilo que lhe pertence, em favor do alívio do sofrimento e satisfação das necessidades de outros, vai lhe custar. Sempre vai lhe custar. E tudo que nos custa, pode causar dor, pode causar sofrimento, e às vezes até nos faz passar necessidades. Mas, se NÃO temos o coração "arado" pelo sofrimento, dor e necessidades, ainda que os olhos vejam, que o coração sinta, e que por alguns segundos brote a compaixão, jamais haverá frutos, jamais alguém poderá colher de nós a verdadeira compaixão que há em Deus. O coração do homem só dá à luz a compaixão verdadeira, quando em sua própria carne, em seu próprio coração, este homem já foi experimentado pela dor, pelo sofrimento e pelas necessidades.

Hoje em dia, se não vemos mais frutos de compaixão nem mesmo entre os que se dizem cristãos, é porque todos estão muito satisfeitos com o que têm, com o que possuem, com o que vivem. E não somente isso. Se esforçam, oram, fazem jejuns, votos, promessas, realizam rituais impressionantemente criativos (coisas que o Senhor JAMAIS ordenou que fossem feitas...), sobem morros, descem morros, fazem, na verdade, "tudo que o diabo gosta", pensando, como tolos, que estão agradando ao Senhor, e recebendo de Suas mãos, grandes bençãos. E porque? Porque querem mais, mais, muito mais! Sem olhar para os lados, seguem em frente em sua odisséia de "bençãos sem medida", crendo que estão recebendo de toda graça que vem de Deus. Não percebem, que o que têm recebido, vêm com o perfume sulfatado, das mãos imundas de satanaz. Mas, como já dizia alguém em algum lugar, em algum tempo passado, "o que os olhos não vêem, o coração não sente"...e o que o coração não sente, o espírito não consente.

Talvez seja um bom tempo, um tempo oportuno e apropriado, para refletir o que querem dizer estas palavras, que parecem ficar vagamente na lembrança da "família de Deus"...
“Desde agora, ninguém me inquiete; porque trago no meu corpo as marcas do Senhor Jesus.” (Gálatas 6:17 - Palavras de Paulo de Tarso)

Palavras de alguém, que sabia o que era sofrer, e por isso era cheio de compaixão. Como um valoroso e verdadeiro discípulo do Senhor Jesus, Paulo sofreu a violência dos seus adversários, sofreu as dores de prisões e açoites, passou fome, sede, nudez e solidão. Foi marcado pelo Espírito de Deus, marcado de sofrimento, de dor e de necessidades. Era, portanto, uma homem cheio de compaixão. Via o sofrimento de perto, em sua própria carne. E por isso, se movia em compaixão pelos seus semelhantes. De tal modo, que de tudo que possuía, nada lhe pertencia, pois servia aos que necessitavam e padeciam sofrimentos.

Por outro lado, vemos hoje os "discípulos do Senhor", com uma mente e um espírito completamente diferentes do que habitava em Paulo.

“Vocês querem muitas coisas; mas, como não podem tê-las, estão prontos até para matar a fim de consegui-las. Vocês as desejam ardentemente; mas, como não conseguem possuí-las, brigam e lutam. Não conseguem o que querem porque não pedem a Deus. E, quando pedem, não recebem porque os seus motivos são maus. Vocês pedem coisas a fim de usá-las para os seus próprios prazeres. Gente infiel! Será que vocês não sabem que ser amigo do mundo é ser inimigo de Deus? Quem quiser ser amigo do mundo se torna inimigo de Deus.” (Tiago 4:2-4 - Palavras de Tiago, irmão do Senhor Jesus)

Alguns pensam que estão salvos da ira de Deus, e que estão sendo abençoados por Ele, por tudo que têm recebido, pelas "bençãos" do Senhor. De olhos fechados, não podem ver nem a mão que lhes entrega "as bençãos", e muito menos veriam, as mãos que necessitam e sofrem dores.

Faço minhas, as palavras de Paulo, quando disse aos irmãos na Grécia...

“Tomara que me suportásseis um pouco na minha loucura! Suportai-me, porém, ainda. Porque estou zeloso de vós com zelo de Deus; porque vos tenho preparado para vos apresentar comouma virgem pura a um marido, a saber, a Cristo. Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos e se apartem da simplicidade que há em Cristo. Porque, se alguém for pregar-vos outro Jesus que nós não temos pregado, ou se recebeis outro espírito que não recebestes, ou outro evangelho que não abraçastes, com razão o sofrereis.” (2 Coríntios 11:1-4)

Certamente que sofrereis. Mas, creia, melhor é o sofrimento e a dor, as necessidades que o Senhor prepara nesta vida, para sulcar a terra do coração do homem, para que nele brote a compaixão verdadeira, do que o sofrimento eterno de quem seguiu o caminho do homem, e não deu ouvidos nem ao Senhor, ou nem mesmo atentou, para um simples dito popular.

Não se aparte, jamais, da simplicidade que há no evangelho de Cristo. Se há outro deus "te abençoando", pergunte a si mesmo: porque será que você não está sofrendo?!
Abram os ouvidos, ò igreja de Laodicéia...

“... Eu sei o que vocês têm feito. Sei que não são nem frios nem quentes. Como gostaria que fossem uma coisa ou outra! Mas, porque são apenas mornos, nem frios nem quentes, vou logo vomitá-los da minha boca. Vocês dizem: ‘Somos ricos, estamos bem de vida e temos tudo o que precisamos.’ Mas não sabem que são miseráveis, infelizes, pobres, nus e cegos. Portanto, aconselho que comprem de mim ouro puro para que sejam, de fato, ricos. E comprem roupas brancas para se vestir e cobrir a sua nudez vergonhosa. Comprem também colírio para os olhos a fim de que possam ver. Eu corrijo e castigo todos os que amo. Portanto, levem as coisas a sério e se arrependam. Escutem! Eu estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, eu entrarei na sua casa, e nós jantaremos juntos. “Aos que conseguirem a vitória eu darei o direito de se sentarem ao lado do meu trono, assim como eu consegui a vitória e agora estou sentado ao lado do trono do meu Pai. “Portanto, se vocês têm ouvidos para ouvir, então ouçam o que o Espírito de Deus diz às igrejas.”” (Apocalipse 3:14-22)

Uma certa vez, há alguns anos atrás, fiz um propósito em meu espírito, sobre um fato relatado por Lucas, que me chamou fortemente a atenção. Fato que ocorria cotidianamente e naturalmente na vida cristã dos homens que conheceram Jesus face a face. Diz a história, através do relato de Lucas em Atos, capítulo 4, que entre os cristãos que se encontravam em Jerusalem, logo após a ressurreição e ascenção do Senhor aos céus, que absolutamente ninguém padecia necessidade alguma, pois que todos, vendendo suas propriedades e bens, traziam os valores aos discípulos de Jesus, e estes repartiam conforme a necessidade de cada um.

Com base nesse pensamento, eu me faço a seguinte pergunta, e coloco sempre minha consciência subjugada por esta intimação: "Por acaso já se acabaram as necessidades, dos que passam necessidades, dores e sofrimento?" Enquanto minha consciência, pela ação do Espírito de Deus, me ordenar que eu "Abra os olhos, e veja, e sinta, e então faça o que é preciso!!", eu estarei livre do mal que declara o dito popular...graças ao Espírito de Deus. E quando meus olhos falham, tenho em minha esposa, que viveu mais profundamente e de perto uma vida de dificuldades, a visão que muitas vezes me falta.

Para ilustrar um pouco mais o que digo, quero que vocês conheçam a história de um jovem casal cristão (verdadeiramente cristão!), íntimos nossos, que literalmente, no passado recente, logo no princípio de sua vida conjugal, enfrentaram grandes dificuldades financeiras. Eram "membros" de uma conhecida denominação nacional, na pequena cidade de Porto Feliz, onde moramos. E em meio às dificuldades do início de uma vida à dois, sem recursos e sem ajuda dos "irmãos da igreja", experimentaram algo que a maioria dos "cristãos" brasileiros jamais vivenciará em suas vidas. Literalmente, estes dois queridos irmãos, por meses a fio, COMERAM ARROZ COM LÁGRIMAS, como eles próprios costumam contar, quando dão testemunho da "compaixão" que receberam dos "irmãos" da época "da igreja". Arroz com lágrimas?!? Para não dizer que isto é uma tragédia, entre as muitas que acontecem no mundo evangélico brasileiro, eu poderia dizer que "ao menos o arroz era temperado com sal", já que nossas lágrimas são ligeiramente "salgadas".

Mas, graças ao Espírito Santo de Deus que os tinha em Suas mãos, pelo sofrimento e pela dor, pelos grãos de arroz regados à lagrimas que comeram, estas duas vidas são vidas que dão verdadeiros FRUTOS DE COMPAIXÃO aos que estão ao redor. Uma árvore (digo uma, pois são dois em uma só pessoa) que é próspera em dar seus frutos, para que aqueles que sofrem, têm dores, e enfrentam necessidades, possam ter sua fome satisfeita quando buscam o fruto da compaixão como alimento da alma, e do corpo. Não conheço ninguém, que como este casal, seja tão pronto e disposto, a oferecer ajuda e compaixão, quando a necessidade é o simples COMER. Ninguém jamais, estando ao redor destes, passará fome ou necessidade de comida, com certeza. Porque comeram "arroz com lágrimas" um dia em suas vidas, não precisam ver com os olhos, nem sentir com o coração, porque pelo sofrimento que padeceram, são absolutamente capazes, de responder à ordem do Espírito de Deus, que é: COMPAIXÃO, produza frutos em abundância, AGORA!, para que se fartem aqueles que necessitam, que padecem, que sofrem.

O Senhor tem seus olhos abertos, e está vendo todas as coisas. O Seu coração sente, e o Seu Espírito age. Para dar a cada um, segundo as suas obras. É preciso que fique claro, que a salvação do homem, da ira de Deus, não se compra com obras, pois não há nada que o homem possa oferecer a Deus, para que possa com isso aplacar a Sua ira. Mas, as obras da compaixão, através das nossas vidas, neste tempo, são a prova, a marca, de que Deus nos salvou.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Maná?!...De novo?!?

O ser humano tem realmente uma tendência à inquietação, a buscar aquilo que ele não tem nas mãos, aquilo que não está disponível. É incrivel, mas por mais que o homem tenha, ele parece "um animal insaciável". Parece que nada pode satisfazer a alma de um ser humano.

O povo de Israel no deserto, tendo saído do sofrimento no Egito, reclamou: "Maná?!...De novo?!? A gente não aguenta mais!"

Por vezes eu fico pensando, que tipo de alimento extraordinário era este "maná" que os israelitas colhiam diariamente e do qual se alimentavam.

“Os israelitas deram àquele alimento o nome de maná. Ele era parecido com uma sementinha branca e tinha gosto de bolo de mel.” (Êxodo 16:31)

É impressionante pensar, que em um só alimento, Deus colocava absolutamente todas as necessidades diárias de energia e nutrientes que um homem, mulher ou crianças, necessitavam para sobreviver. E isso, considerando uma vida, digamos, excêntrica, fora do normal, porque estavam andando por dias a fio, que chegaram a 40 anos no deserto. Eu pessoalmente nunca estive num deserto, mas sabe-se que não é fácil manter-se "saudável" em um ambiente destes, digamos, climaticamente hostil. No entanto, o "maná" de Deus, era um alimento extraordinariamente superior a qualquer dieta super-enriquecida, dessas que hoje os "super-executivos" do mundo dos negócios têm em sua rotina de "alta-performance". Nos dias de hoje, creio que nenhuma destas indústrias de alimento, com toda sofisticação e tecnologia que possuem, seriam capazes de reproduzir tal coisa. No entanto, este precioso e inigualável alimento "divino", foi desprezado pelo povo de Israel por várias vezes.

“Havia estrangeiros viajando com os israelitas. Eles estavam com muita vontade de comer carne, e até mesmo os israelitas começaram a reclamar, dizendo: —Ah, se tivéssemos um pouco de carne para comer! No Egito comíamos quanto peixe queríamos, e era de graça. E que saudades dos pepinos, dos melões, das verduras, das cebolas e dos alhos! Mas agora acabaram-se as nossas forças. Não há mais nada para comer, e a única coisa que vemos é esse maná!” (Números 11:4-6)

“Então os israelitas saíram do monte Hor pelo caminho que vai até o golfo de Ácaba, para dar a volta em redor da região de Edom. Mas no caminho o povo perdeu a paciência e começou a falar contra Deus e contra Moisés. Eles diziam: —Por que Deus e Moisés nos tiraram do Egito? Será que foi para morrermos no deserto, onde não há pão nem água? Já estamos cansados desta comida horrível e miserável!” (Números 21:4-5)

Nós sabemos que, de tudo que Israel viveu "na carne", na realidade do seu cotidiano com Deus, existia uma imagem refletida como em espelho, daquilo que nós, no presente, viveríamos em nossa vida espiritual com Deus. E de fato, é esta imagem refletida que tenho visto ultimamente. Pessoas enfastiadas, enjoadas, cansadas de serem alimentadas...pelo verdadeiro maná de Deus.

Eu pergunto: poderia alguém enjoar de comer maná? A história conta, que os israelitas enjoaram daquela comida que literalmente caía do céu. Durante 40 anos tiveram que se alimentar do "miserável maná". E porque enjoaram? Porque com o passar do tempo, passaram a não considerar mais o que aquele alimento continha, nem o propósito de sobrevivência a que ele servia, mas sim, tão somente o seu sabor. Comparado com "as delícias" do Egito, dos tempos da escravidão sob as correntes de Faraó, o maná de Deus era "detestável".

Minha esposa costuma dizer, que eu sou assim: quando gosto de alguma coisa, posso comer por meses, talvez anos a fio, e depois, quando enjôo daquilo, simplesmente não como mais, de jeito nenhum. E realmente assim acontece comigo. De uma hora para outra, experimento tal comida, e quero comer aquele prato todo dia. Até o dia que me enjôo daquele sabor, e não quero nem ver mais na minha frente. Porque? Porque chega uma hora, em que o sabor "enjoa".

O que os israelitas não entendiam, não percebiam, é que aquele alimento, o maná, não servia para satisfazer "o paladar", o prazer de comer, o gosto de se comer um prato agradável e delicioso. O maná, o alimento perfeito de Deus, era o alimento que os "MANTINHAM VIVOS!".

É claro que muitos outros alimentos, muitos outros pratos de comidas diversas, seriam muito mais saborosos e apetitosos aos estômagos do povo de Israel, principalmente durante uma dura e longa viagem pelo deserto. Mas o importante naquela jornada não era "o prazer", mas sim, "o VIVER"! Ou ainda, se preferir, "o sobreviver".

Pessoalmente, eu sempre me deliciei com alguns tipos de comidas saborosas, daquelas tipo "não nutritivas", mas muito apelativas ao prazer do paladar. Durante bom tempo, costumava comer somente muita massa, e tudo que está relacionado à deliciosa "farinha de trigo". Uma boa pizza, muitos pães, muito sanduíche, e muito molho de tomates, dos mais saborosos possíveis. Outro tipo de comida que sempre exerceu um forte apelo sobre meu estômago são os pratos da cozinha chinesa. Que sabor inigualável! Não sou de comer muito, em quantidade, mas sempre tive o costume de comer somente o que gosto, "o que dá sabor", o que agrada ao paladar, e não me importando muito com a idéia de estar me fazendo bem ou não, em termos de "sustento" e "saúde". Por aí você pode ter uma idéia, de quantas vezes eu comi "hortaliças e legumes" durante minha vida. Praticamente ZERO!

Mas, hoje, passados anos, tenho me acostumado a deixar de lado "o prazer", e me alimentar com aquilo que "me dá vida", que me mantém vivo! Legumes, por exemplo, fazem hoje parte de meu cardápio diário da noite. Obviamente, estou mais saudável do que antes.

Qual a diferença que aconteceu em minha vida alimentar? Deixei de lado o prazer de comer,o sabor das coisas que minha boca se agrada, pelo "comer para viver". Pois, tenha certeza, é mais necessário VIVER do que ter prazer.

Do mesmo modo que no passado o maná "natural" que caía do céu no deserto, como um orvalho, servia para o sustento da vida do povo de Israel, o maná "sobrenatural" que comemos hoje, o pão que veio do céu, que é Jesus, a Palavra de Deus, nos serve para "nos mantermos vivos"! Mas me parece, que nem todos têm compreendido esta realidade.

O homem não tem se conformado com "a palavra nutritiva" de Deus, aquela que sustenta, que dá vida, o pão genuíno de Jesus Cristo, que é o maná do nosso tempo. Ao contrário disso, tem buscado "a palavra que dá prazer", "o pão das delícias", aquela comida que é saborosa, aquela que "aguça o paladar" da alma. Ao invés de entender que o maná, ainda que muitas vezes torne-se enfastiante pelo sabor, é extraordinariamente, divinamente nutritivo e essencial para manter a vida, o homem tem desejado comer somente daquilo QUE LHE DÁ PRAZER.

Há uma infinidade de "pratos espirituais" sendo servidos por toda parte, e anunciá-los agora me tomaria tempo. Mas, para não deixar de citar um ou outro, posso chamar a sua atenção para a "Doutrina da Prosperidade Pessoal", "Mundo Gospel", e "União das Igrejas pela paz e amor", entre outros.

Nos dias de hoje, quando alguém prega a verdadeira palavra de Deus, prega o evangelho de Jesus em Espírito, como o maná que veio do céu, os homens na terra retrucam: "Maná?!...De novo?!? Estamos cansados desta comida de sabor detestável, miserável! Não aguentamos mais! Pode parar! Sem prazer não dá, sem sabor não!" E porque? Porque não querem, não buscam senão O PRAZER, senão o sabor. Não pensam em viver, sobreviver em sua alma, mas sim em desfrutar "do prazer de comer"! São carnais, e não espirituais.

Deixe-me alertar-lhe sobre uma verdade: o maná de Deus, Jesus Cristo, o pão que veio do céu, NÃO FOI FEITO PARA O NOSSO PRAZER!, para satisfazer nosso paladar. Ele foi feito para nos "MANTER VIVOS", neste deserto insólito, nesta jornada pela terra seca, que logo vai se acabar, em breve.

Se você acha que alguma comida espiritual que lhe agrada o paladar, que é deliciosa em sabor, pode dar-lhe sustento, lhe trazer sobrevivência neste mundo "sem Deus", eu afirmo a você que somente o maná de Deus pode sustentar uma alma neste deserto que é a vida no mundo, especialmente neste presente século.

O povo tem saído a comer os deliciosos pratos espirituais do prazer, do sabor, das delícias, ouvindo pensamentos, idéias e doutrinas feitas por homens, "abrindo seus próprios restaurantes espirituais" (alguns destes estabelecimentos com capacidade para três, cinco, ou ainda dez mil pessoas,...música ao vivo, shows e performances de astros e famosos, com serviços de cozinheiro chefe, garçons altamente treinados e qualificados, área de recreação para suas crianças, manobrista e coisas afins...simplesmente incrível!), que em nada podem nutrir, em nada podem dar vida, mas que são saborosas aos "ouvidos" da alma, ao coração do homem. Talvez até já tenham se alimentado do verdadeiro maná de Deus, mas, com o tempo, o sabor as deixou enfastiadas, enjoadas, e agora reclamam por algo "mais saboroso".

Existem ao nosso redor milhares ou mais, destes "cozinheiros" dos "pratos do Egito", das delícias de Faraó. A "cozinha" de satanaz tem produzido um cardápio à altura do cliente mais exigente! Basta procurar, e você logo vai poder achar um destes "bons restaurante", que lhe sirva aquele "prato que lhe dará água na boca". E isso, pela singela quantia de "sua generosidade" financeira. E se não lhe agradar, é só dobrar a próxima esquina, e com certeza "mais uma porta aberta" você vai encontrar. São várias, inúmeras, distribuídas por toda parte. Talvez até, existam em número maior do que os próprios restaurantes.

Seremos nós tão obstinados e cegos como a Israel do passado? Seremos nós tão carnais e inconsequentes como os que caíram mortos no deserto? Desprezaremos nós "o maná que veio dos Céus"? Espero que não. Ao contrário, sejamos sóbrios, sejamos sábios...voltemos à sobriedade do alimento que nos MANTÉM VIVOS, neste deserto espiritual que é o mundo. Nosso prazer, o nosso sabor, a satisfação do nosso "apetite" estão reservados para o futuro, estão preparados para em breve,...ou acaso se esquecem que a mesa foi posta e espera o noivo e seus convidados? No momento, estamos de passagem pelo deserto, e Deus, pelo seu Espírito, nos tem, sabiamente, mantido VIVOS...se, é claro, nos alimentarmos, EXCLUSIVAMENTE, de seu maná genuíno.

Dá próxima vez, em que um sabor agradável, um prato desejável, lhe causar "água na boca", ao ponto de sua alma "encher sua boca espiritual de saliva", procure seguir o seguinte conselho: CUSPA! Pois é melhor "cuspir", do que se "afogar engasgado", pelas "delícias de satanaz" que lhe causam comixão nos ouvidos, e lhe incendeiam a mente ou o coração. E continue se alimentado do puro maná de Deus...e vivendo, sobrevivendo no deserto. Até que chegue o dia, tão desejado, tão esperado,...do banquete do Cordeiro!

Bem disse o Senhor...os que se dão aos sabores da "glutonaria", e aos prazeres da "bebedeira", jamais poderão herdar...o Reino de Deus!

“Na presença de Deus e de Cristo Jesus, que julgará todos os seres humanos, tanto os que estiverem vivos como os que estiverem mortos, eu ordeno a você, com toda a firmeza, o seguinte: por causa da vinda de Cristo e do seu Reino, pregue a mensagem e insista em anunciá-la, seja no tempo certo ou não. Procure convencer, repreenda, anime e ensine com toda a paciência. Pois vai chegar o tempo em que as pessoas não vão dar atenção ao verdadeiro ensinamento, mas seguirão os seus próprios desejos. E arranjarão para si mesmas uma porção de mestres, que vão dizer a elas o que elas querem ouvir. Essas pessoas deixarão de ouvir a verdade para dar atenção às lendas. Mas você, seja moderado em todas as situações. Suporte o sofrimento, faça o trabalho de um pregador do evangelho e cumpra bem o seu dever de servo de Deus.” (2 Timóteo 4:1-5)

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Parábola do Jardineiro que queria ser como "o doutor"!

Conhecemos um senhor há quase 30 anos, que já viveu de tudo que você pode imaginar nesta vida. Se você parar para ouvir as histórias que este homem tem a contar, você vai se sentir em um filme que nunca acaba, e que passa por todos os gêneros conhecidos do cinema. Já fez de tudo na vida. Na maior parte dos seus 74 anos, viveu como um excepcional jardineiro, trabalhando dia após dia, em uma casa aqui outra ali, em um sítio cá outro lá, e cuidando com capricho e carinho do mundo das plantas que Deus criou.

Mas este homem de estrutura franzina e baixa estatura, sempre teve um sonho na vida. Sempre quis ter o padrão de vida "do doutor...", como Severino costuma chamar, os proprietários dos jardins em que ele coloca suas mãos talentosas e gastas, afofando a terra, aguando as plantas, seja plantando, seja arrancando o que plantou.

Quando era menino, por volta dos seus 8 anos de idade, se aventurou pelo sertão nordestino, onde havia nascido, em cidade praticamente desconhecida, e ganhou o mundo com os pés (literalmente!) na estrada, de fazenda em fazenda, procurando o que fazer a troco de um troco.

Não durou muito, o sertão nordestino ficou muito pequeno para o sonho daquele menino, e logo "amontou" num pau-de-arara que seguia para a Capital (São Paulo), e nunca mais olhou pra trás.

Chegando em São Paulo, há mais de sessenta anos, foi logo passando fome no primeiro dia. E que fome "da peste!". Até que, pela "salvação da lavoura", achou de se "entupir" de tanto comer banana, em pencas, que estavam à disposição próximo à estação da Luz, no centro da cidade. Não acostumado aos "entraves" da vida civilizada da cidade grande, foi caminhando pela rua comendo suas bananas, e jogando despretensiosamente as cascas ao meio do calçamento. Surpreso, foi repreendido por um "guarda de trânsito", por já estar quase que causando "um transtorno" no tráfego de automóveis da capital paulista daquela época. Moral da história, foi obrigado a recolher a sujeira, e imagine você, qual trabalho não teve o pobre menino franzino e agora de barriga cheia, depois de engolir sem parar mais ou menos umas 50 bananas.

Depois de um número quase infinito de histórias que mais parecem contos, peripécias que muitas vezes lembram Indiana Jones em um de seus filmes de aventuras impossíveis, e muitos acidentes que "só mesmo Deus!" para guardar a vida do Severino, chega o nosso jardineiro sonhador aos seus 74 anos de idade, se deparando com uma enfermidade daquelas que os homens consideram incurável. Câncer. Em estado muito adiantado de destruição.

Por cerca de 6 meses, a vida do pequeno grande homem mudou completamente. Impossibilitado de trabalhar, Severino se viu em angústia, ainda que reprimido em seu interior de homem desgastadamente vivido. O que fazer da vida agora? E o sonho de viver "que nem o doutor..."!? Ah, tantos anos de vida, tanto trabalho, tanto esforço, tanto sofrimento, pra ver se um dia "Deus me abençoa e eu realizo meu sonho de viver que nem doutor...". Agora, o sonho lhe parece uma coisa estranha, algo tão distante da realidade enfrentada, que nem sabe mais o que pensar da vida. Que tamanho de revolução no mundo deste pobre nordestino. O que será de Severino?!

Severino começa a rever seu pensamento, começa a rever seus 74 anos de vida, e resolve prestar melhor atenção nas "mazelas" da vida que viveu e que está vivendo...e assim, mansamente, Deus começa a lhe falar ao coração.

São mais de 30 dias em um hospital, uma grave cirurgia, internado e praticamente sozinho, longe da família. Confessa que por vez ou outra, até mesmo deu vontade de desistir deste "resto" de vida que tinha, e acabar com tudo de uma vez por todas. Mas o Espírito de Deus, em sua compaixão e amor que só quem O conhece entende, estava fazendo aquela pobre alma oprimida pela vida, pelas "verdades" frustrantes deste mundo corrompido, ver agora o que realmente importa para o homem.

Passado este tempo, hoje temos um novo homem, ainda mais franzino e velho, mas, por dentro, "nascido de novo"! E o sonho de "viver que nem doutor", é claro, ficou no passado, enterrado com o velho Severino "sonhador", menino nordestino cheio de "querer ser" e " querer ter", como tantas almas errantes que povoam a terra.

Hoje, Severino sabe o que vai ser do seu futuro. Nem mesmo conseguiu uma miserável aposentadoria do governo, depois de trabalhar mais do que muito "garotão" aposentado, mas sabe qual será o seu "fim"! Sabe que viver aquela tão sonhada vida de doutor, é pouco, muito pouco, perto do que está preparado para aqueles que temem a Deus. E o câncer, que para muitos é "o fim", não faz a menor diferença para este sábio homem de hoje, que tem plena consciência de tudo o que o espera, daqui a pouco, bem pouco tempo.

Bom momento para lembrar o que disse o Senhor...e quem sabe rever alguns pensamentos e planos, quem sabe reconsiderar a vereda da vida. Você já pensou sobre como viver "este resto" de vida que temos?! Não me importa se você crê em Deus ou não crê...o que eu pergunto é (ainda mais crendo em Deus): Você já pesou os próximos anos, e os que passaram, na balança da sabedoria de Deus, para ver se ela se equilibra?

E disse ao povo: Acautelai-vos e guardai-vos de toda espécie de cobiça; porque a vida do homem não consiste na abundância das coisas que possui. (Lucas 12:15)

“Então, de agora em diante, vivam o resto da sua vida aqui na terra de acordo com a vontade de Deus e não se deixem dominar pelas paixões humanas. No passado vocês já gastaram bastante tempo fazendo o que os pagãos gostam de fazer. Naquele tempo vocês viviam na imoralidade, nos desejos carnais, nas bebedeiras, nas orgias, na embriaguez e na nojenta adoração de ídolos.” (1 Pedro 4:2-3)